quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Dificuldade em conviver com a realidade!

Entrei no bar, estava toda molhada, pois a chuva lá fora era forte demais, logo me deparei com o rosto de Clara, ela aparentava tristeza e desespero. Ela tinha acabado de completar 30 anos, sempre conversavamos sobre nossos temidos 30 anos, achavamos que o mundo se transformaria em algo melhor, que a paz reinaria, que a cada passo teriamos uma chance de encontrarmos o amor, mas nada foi como pensavamos.
O mundo permaneceu no mesmo lugar, a paz ficou distante do mesmo modo, o AMOR? , ah esse não vimos nem o rastro!
E assim, eu e Clara podemos perceber, que a ilusão nos tomou, que os sonhos foram maiores que a nossa própria realidade.

30 anos, quem diria.


Hoje eu completo os temidos trinta anos de idade.Destes 30, dez passei neste bar.Vivenciando situações diferentes, porém com o mesmo problema, ah! sempre o mesmo problema: o amor.Antes que eu esqueça de contar, hoje é o casamento da minha melhor amiga, Antônia.Sempre disse à ela, que demorou muito pra casar.Por mim, ela casava com 17 anos, meu primeiro casamento foi com 15...Mas outro dia, em outro capítulo, eu falo sobre Antônia, e também sobre os meus casamentos.É, 'casamentos', no plural.Hoje, é só uma introdução da minha vida neste bar, quase na mesma mesa, nos mesmos copos americanos, ouvindo e ficando calada, me expressando apenas quando eu resolvia trocar o café, pela cerveja.Estava pensando: as confusões que temos em casa, jamais são tão enlouquecidas, como vemos nas confusões de bares.As daqui são diferentes.Vemos brigas por não vender cachaça fiado, por o preço do cigarro ter aumentado.Por trás de cada copo de cerveja, de cada embriagado que entra e sai daqui, nós vemos pessoas que necessitam de amor, ou as que esbanjam amor.Sempre que saio daqui, e coloco os pés na calçada, só tenho a visão turva, vendo o mundo rodar, e consequentemente os meus últimos cruzeiros também.
foto: Copo americano, Rubens Rodrigues.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009





Sozinhas? Jamais , apenas somos alvo da raridade mundana , que nos toca!