sábado, 7 de março de 2009
Infância-I
domingo, 1 de março de 2009
repudiar

Tenho trinta anos, não sei exatamente oque quero.Se tivesse dezoito, garanto que também não saberia, se tivesse oitenta, também não.Vivo em estado incessante, já viví em estado volúvel, mas isto faz um certo tempo, confesso.Desde a década de setenta, tenho mesmo caderno de lástimas, com as exatas palavras labirínticas, e situações árduas, situações estas, que eu não soube administrar na maioria das vezes.
O tempo passa, e não passa pra mim, repudio quando passa rápido demais, repudio quando demora pra passar.Odeio ver anoitecer, odeio saber que já amanheceu, e pensar: Lá se foi mais um, começou outro, e eu não pretendo e também não tenho vontade de mudar de estado.Gosto de pisar no tapete, e sentir os estilhaços de vidro, que destruí na noite passada.Gosto de perceber que entendo que não estou bem, mas consigo dissimular muito bem.Gosto de tragar o meu cigarro, sozinha, e deixar cair as cinzas sobre os livros, como se fossem pedaços de mim, que ficam por aí.Gosto de beijá-lo, mas abomino amá-lo, tendo os motivos mais concretos do mundo para exemplificar isto.
Tenho trinta anos, vinte de lamúria, e talvez dez de infância, que mesmo tardia, eu posso garantir que tive.Destes trinta anos, ouví o tempo todo, tagalerices ao meu respeito.Sempre pressagiaram de dizer, dizer, mas esqueceram de dizer das coisas que eu preciso, não das que devo largar.A verdade, é que eu preciso de mais compaixão, e menos silêncio exterior.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Dificuldade em conviver com a realidade!
E assim, eu e Clara podemos perceber, que a ilusão nos tomou, que os sonhos foram maiores que a nossa própria realidade.
30 anos, quem diria.

